R.S.V.P
Depois de décadas fechado, um luxuoso palacete reabrirá. Para o jantar de recepção, poucos convidados receberão o luxuoso envelope e lá saberão o dia e a hora do encontro. Mas... Quem os convida? E por quê? O conto de Eduardo Mahon mais uma vez coloca em xeque a lógica convencional e ironiza a necessidade humana de explicações racionais. Ao se aproximar do improvável, o autor pressiona o público a olhar com atenção para delicados problemas da sociedade brasileira e o jogo de aparências que a domina. Dessa vez, o fantástico está diante do leitor. Basta se sentar à mesa e devorá-lo.
Repartição
Expedito Simões é um funcionário comum. Faz parte de uma multidão de anônimos que vivencia um trabalho burocrático e maquinal. Sem qualquer razão aparente, recebe uma promoção e se torna coordenador de seu departamento. Inicialmente, acomoda-se mal na sala que não parece ter sido feita para funcionários comuns como ele. A partir de então, o protagonista precisa conviver com a própria angústia por não ter mérito algum. Eduardo Mahon prossegue a coleção Contos Estranhos com um texto que impõe a ruptura da lógica cartesiana. Uma boa dose de ironia é usada pelo autor para equilibrar o incômodo sentimento humano diante do inexplicável. Afinal de contas, até onde chegará Expedito Simões?
Conferência no cerrado
Conferência no Cerrado é uma narrativa infantojuvenil com temática voltada à questão ambiental. A história, escrita originalmente por Durval de França e recriada por Cristina Campos, tem como protagonistas seres encantados que povoam o imaginário de culturas tradicionais da Baixada Cuiabana: Currupira, Pé de Garrafa, Negrinho D’Água, Mãe do Morro, Tibanaré e Boitatá.
Sugestões aos educadores e mediadores de leitura
Faixa etária: a partir dos 9 anos
Trabalho interdisciplinar: Literatura / Geografia / Sociologia / Filosofia
Indicação: Anos finais do Ensino Fund. I e anos iniciais do Ensino Fund. II
Assuntos: folclores brasileiros e mato-grossenses, preservação da natureza, Chapada dos Guimarães, manifestações culturais regionais, mitos na filosofia.
Temas contemporâneos: meio ambiente, organização social, cultura popular.
Sinais de chegadas: sonhos e conflitos que rasgaram territórios indígenas no coração da Amazônia
Sinais de chegadas é um romance histórico baseado em fatos verídicos. A narrativa se dá no Brasil, quando os objetivos desenvolvimentistas por parte do governo federal incluíam estabelecer o povoamento e a ligação do país com a região amazônica, por meio de rodovias.
Com o conhecimento de que, ao longo desse trajeto, existiam áreas habitadas por “índios gigantes”, foi criado oficialmente pelo governo um grupo de homens de origens, passados e objetivos bem diversos, a fim de estabelecer contato com esses povos e assim possibilitar não só a construção de rodovias, como também ocupar essas regiões.
Em meio a esse pano de fundo, o autor adentra com propriedade nas profundezas da alma dos personagens: lembranças, sonhos e conflitos transcorrem regidos pelo tempo das matas, dos mitos e dos indígenas.
O bibliófago e outros contos
Vira e mexe, um pet
Em "Vira e mexe, um pet", os leitores percorrem as páginas do livro como se estivessem caminhando por uma simpática alameda e observassem os gatos que surgem na rua, dentro das casas, nos jardins. Por meio de uma brincadeira com as palavras que designam os gatos por suas pelagens, como rajado, chitado, malhado, tricolor, bicolor, petibanco, frajola, angorá, vamos conhecendo seus hábitos, características físicas, comportamento, manias e muita fofurice.
Sugestões aos educadores e mediadores de leitura
Faixa etária: a partir dos 8 anos
Trabalho interdisciplinar: Língua Portuguesa / Literatura / Poesia / Biologia
Indicação: Ensino Fundamental I
Assuntos: vida urbana, gatos, espécies animais, hábitos, rimas
Temas contemporâneos: responsabilidade com animais, afetividade, vida em sociedade
O segredo de Marguerite
Serena
Mato Grosso por Rai Reis (e-book gratuito)
Doce água doce
Doce água doce é um livro imagem que aborda a importância dos cuidados com o meio ambiente, especialmente as águas, nossa fonte de vida, muitas vezes tão negligenciadas. No percurso das nascentes à chegada à cidade grande, muitas interferências ocorrem e os maltratos a que sofrem as águas acabam por prejudicar e muito a vida nas cidades grandes.
Sugestões aos educadores e mediadores de leitura
Faixa etária: a partir dos 4 anos - leitura visual mediada.
Indicação: Educação infantil e Ensino Fundamental I
Assuntos: natureza dos rios, das águas, uso das águas, poluição, lixo urbano, reciclagem do lixo, enchentes, chuvas, problemas estruturais urbanos e campesinos, doenças pelas águas
Temas contemporâneos: meio ambiente, urbanidade
Mascote do caos
Mascote do caos traz "cronicontos" divertidos que misturam ficção e realidade. Assim como sugere o título, um cãozinho, fofo e simpático, mas que “toca o terror” subvertendo a ordem das coisas, os textos de Lucas provocam no leitor(a) essa mesma sensação, pois em sua maioria partem de uma linguagem jornalistica para relatar situações bizarras de forma questionadora, criativa e divertida. Para além dos textos muito bem humorados há a sagacidade da crítica ao modo de vida da sociedade contemporânea.
Gula d’água
A voracidade poética de Luciene Carvalho em Gula d’Água expressa a sede por amor de uma mulher insaciável, Sede que não se satisfaz com pouco. O amor que permeia a obra se trata de um movimento torrencial. As três partes, intituladas cama, mesa e banho, nos direcionam para o cotidiano feminino, pois seja na cama, na mesa ou no banho sempre é tempo para o amor.
O amor apresentado na poética luciênica em Gula d’Água, apesar de toda a voracidade, é carregado de intimidade e afetividade, que são demarcadas pelo espaço de convivência em todas as estações do ano, em todas as fases da lua.