Ricardo Guilherme Dicke

Ricardo Guilherme Dicke é considerado pela crítica como um “gigante” da literatura nacional. As palavras são da poetisa Hilda Hilst. Dicke foi “descoberto” em uma premiação literária em que, dentre outros, tinha como jurados Guimarães Rosa e Jorge Amado.

Dicke nasceu em 1936, em Chapada dos Guimarães, Mato Grosso. Sua morte deu-se em 2008, na capital do estado. Em vida, publicou 12 obras. Duas destas obras publicadas ainda em vida estão disponíveis na Carlini e Caniato Editorial. São elas: “Madona dos Páramos” e “Toada do esquecido & Sinfonia Equestre”.

Depois de seu falecimento, vários manuscritos foram encontrados pela família. Quatro destes trabalhos foram publicados em edições póstumas. São eles: “Cerimônias do Sertão”, “Os Semelhantes”, “A Proximidade do Mar e a Ilha” e “O Velho Moço e Outros Contos”.

Dicke bacharelou-se em Filosofia pelo Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1971. Em 1972 , licenciou-se em Filosofia, pela Faculdade de Educação também da Universidade Federal de Rio de Janeiro. Fez especialização em “Heidegger e o Problema do Absoluto” e “Fenomenologia” de Merleau Ponty e ainda frequentou a Escola Superior de Museologia. Trabalhou como professor, tradutor e jornalista para várias editoras e jornais de grande circulação no Rio de Janeiro e Cuiabá.

Como artista plástico, estudou pintura e desenho com Frank Scheffer (entre 1967 e 1969)  e com Ivan Serpa e Iberê Camargo (entre 1969 e 1971). Estudou Cinema no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

Veja abaixo um pouco das seis obras disponíveis no site da Carlini e Caniato Editorial:

Toada do Esquecido & Sinfonia Eqüestre

Toada-do-Esquecido

A obra reúne dois contos. “Toada do Esquecido” narra a história de um assalto mal sucedido cometido por um grupo de comparsas. Carregando uma fortuna em ouro, dentro de uma Kombi, eles sonham com um futuro de glória e riqueza, enquanto uma realidade torpe e insana os persegue. Em “Sinfonia Eqüestre”, a questão fundiária e a disputa pela posse de terra se confrontam com o sentimentalismo dos personagens. A presença dos cavalos entremeia toda a narrativa.

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Madona dos Páramos

Madona-dos-Paramos

Doze foragidos da força policial mato-grossense se embrenham sertão adentro, a cavalo, em busca da terra da Figueira-Mãe – promessa de bem estar e justiça. Como num ritual de iniciação, a jornada pelo sertão do tuaiá é uma travessia de enfrentamentos contra o clima e a geografia daquele espaço inóspito espelhado no sertão interior das personagens. Entre os doze, a Moça Sem Nome – arrebatada do lar e da família à força – é a mulher-símbolo santa e pecadora. Embora se mantenha imaculada, suas curvas serpenteando no andar dos cavalos atraem o desejo de todos.

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A Proximidade do Mar & A Ilha

A-Proximidade-do-mar

Dois contos que tem em comum o mar. As personagens Catalina e Beldroaldo queriam conhecer o mar. Ela satisfez seu desejo cedendo sua virgindade; ele, por apego a um amontoado de metal já carcomido pelo tempo, o Fusca, deixa de realizá-lo, pois se recusa a vendê-lo. Em A Ilha a narrativa suave apresenta um mundo, entrecortado por árvores frutíferas, animais silvestres, um rio de águas cristalinas e de novo o mar.

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O Velho Moço e Outros Contos

O-Velho-Moço

Três narrativas inéditas de Ricardo Guilherme Dicke, (A perseguição; A noite; O velho moço) produzidas meses antes de seu falecimento. Aparentemente, ele as reuniu ao acaso, mas é bem provável que tenha preparado uma sutil e potente intersecção de histórias em torno do eixo vida-morte, pressentindo sua própria partida. Um narrador velho e rabugento que vocifera contra a massificação do gosto e a estupidez dos gestos; a mais funda inquisição sobre a transcendência, no limiar entre a vida e a morte; e o diálogo antitético sobre juventude e velhice são os temas desta obra. Imagens em avalanche, propondo que reflitamos sobre o caos.

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Os Semelhantes

Os-Semelhantes

Os Semelhantes é uma novela que, gradativamente, puxa as linhas e emaranha em laços/nós os destinos de personagens densos, revelando – bem ao estilo do autor – subjetividades que se debatem na lama da angústia, num contexto regional. A narrativa percorre os (des)caminhos que povoam o mundo do garimpo de diamantes. A busca/perda da lendária “pedra” mobiliza os conflitos. Esta obra-prima inédita de Dicke foi escrita nos anos 1970, uma excelente fase de sua produção.

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Cerimônias do Sertão

Ceremonias-do-Sertao

No romance Cerimônias do Sertão, Frutuoso Celidônio é um professor de Filosofia demitido da universidade, “dando um tempo” na casa de parentes no interior do Centro-Oeste. Lá fica aprisionado pela cheia que derrubou todas as pontes de acesso ao distrito. Ele ingere medicamentos controlados para um problema mental, provavelmente esquizofrenia, fato que possibilita a exploração de conflitos paralelos, onde mundos imaginários povoados de figuras míticas se misturam ao contexto deste personagem.

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