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Do escritor Alexadre Tarelow, o romance “Kuatrin” foi publicado pela Carlini e Caniato Editorial em 2009. Entre as suas 223 páginas, o leitor acompanha Kuatrin, personagem principal inspirado na lenda indígena da “cobra grande”.

A história retrata uma luta ímpar, onde o personagem faz de tudo para defender seus ideais e a natureza. É um livro cheio de intrigas e ação, algumas na floresta, outras na cidade.

Onde comprar

“Kuatrin” está disponível para todo o Brasil no site da Carlini e Caniato Editorial. Clique AQUI para acessar.

Resenha

O escritor Rômulo Nétto, autor de “Sertão de sangue”, dentre outros, escreveu uma resenha sobre sua experiência ao ler “Kuatrin”. Leia abaixo:

“Conheço três tipos de livros. O número um é aquele que jamais ultrapasso o primeiro parágrafo, impossível continuar a leitura. O de número dois é aquele que a leitura é tão absorvente que mal consigo parar para beber um copo de água, alimentar e quase respirar. O terceiro é aquele que leio devagar, economizando na leitura, se possível gastando meses, até anos, não quero nunca acabar a leitura. Estes dois estão na lista dos imprescindíveis.

Em uma manhã o editor Ramon Carlini colocou em minhas mãos o livro Kuatrin. Pensei com meus botões: o que este sacana está pretendendo com isto? Saí da editora levando aquele livro nas mãos e carregando a decisão de tentar devorá-lo o mais depressa possível. Meus botões assinalavam no mínimo uma semana.

Eram onze e quinze quando refestelei sobre três travesseiros e comecei a leitura. Instigante. Tinha em minhas mãos uma obra que teimava em ficar grudada diante meus olhos ávidos por boa leitura. Minutos, horas foram passando (na realidade cinco) e eu quase sem pestanejar, absorto, totalmente envolvido na trama de Kuatrin.

Viajei até as Fincas da Costa Rica, onde vi as grandes esferas, passeei pela Ilha de Páscoa, visitei rapidamente as linhas de Nazca, revisitei Cuzco e Machu Picchu, me refugiei em San Juan de Teotihuacán, Chichen Itza, rememorei as profecias de Chilan Balam, readentrei em Popol Vuh ou As Antigas Histórias do Quiché, livros dos maias da Guatemala. Kuatrin acabou me conduzindo a um passado ao qual certamente pertenci. Instigante. Inigualável. Desconsertadamente fui levado até Eram os Deuses Astronautas, de Erich von Dänniken. O fascínio de Kuatrin domava toda rebeldia que carrego comigo há séculos. Eu precisava acabar de ler o livro, por outro lado a ideia não fascinava. Precisava manter a aura misteriosa que o envolve. Precisava a qualquer custo adiar o final da leitura. A voz interior pedia, porém os olhos ávidos recusavam.

Acredito que a literatura brasileira acabou de ganhar um grande herói juvenil.

Alexandre Tarelow deve assumir o compromisso de continuar a saga de Kuatrin, dando-nos algo tão atraente para nossa juventude quanto Harry Potter o é para a literatura mundial, com a diferença: este é nosso, não é o herói importado, que faz ações mirabolantes. Ele está aí, ao alcance de nossas mãos e olhos. Quem abrir Kuatrin, porcertamente não o largará enquanto não terminar a leitura.

Oxalá dentro em breve Alexandre Tarelow nos brinde com a sequência de Kuatrin. Nós leitores precisamos dessa prosa tão cativante, pois ainda há tempo para sonhar e tentar reconstruir um País que vive constantemente atolado em escândalos”.

Sobre o autor

alexandre tarelow

Nascido em São Paulo, Alexandre Tarelow mudou-se para Mato Grosso para trabalhar como professor. Atualmente, mora no município de Araputanga, onde dedica-se exclusivamente  à literatura.

O gosto por escrever se apresentou desde cedo, enquanto ainda estava na escola. No entanto, somente na idade adulta que Tarelow decidiu dedicar-se ao ofício. “Na escola as professoras me repreendiam que sempre eu estourava o limite de minhas redações, e quando dava aula sempre escrevia no quadro negro, nunca usava livros. Então por estas pistas mesmo sem eu saber minha alma implorava para que encontrasse este caminho”, contou.

Em 2016, foi um dos vencedores da primeira edição do Prêmio Mato Grosso de Literatura, pelo qual publicou seu segundo romance, “Recomendações de Anchieta”, também pela Carlini e Caniato Editorial. Clique AQUI para saber mais sobre a obra.

(Da Assessoria)