Santiago Santos

(Santiago Santos em Machu Picchu, Peru)

Neste segundo semestre de 2016, o escritor Santiago Santos, conhecido por seus drops literários no site Flash Fiction, lança seu primeiro livro. “Na Eternidade Sempre É Domingo” é uma obra de contos que se interligam para contar uma única história (técnica chamada de fix-up), todas elas baseadas na experiência pessoal do autor durante um mochilão pela América do Sul.

“Na Eternidade Sempre É Domingo”, publicado pela Carlini e Caniato Editorial, é uma das obras contempladas no edital de incentivo à cultura da Prefeitura de Cuiabá. De acordo com Santiago, o livro define-se como ficção múltipla. “Os contos unem ficção histórica, fantasia, relato de viagem e registro fotográfico. Mas gosto de de pensar nela como uma aventura pé na estrada carregada de mitologia”, explicou.

CAPA BAIXA Carlini & Caniato NA ETERNIDADE Santiago

A ideia surgiu em 2014, quando Santiago fez um mochilão pela América do Sul. “Tirei várias fotos durante a viagem, pensando em usar algumas delas como inspiração para escrever drops para o meu projeto Flash Fiction. De volta a Cuiabá, passei a separar as fotos com esse propósito, e de alguma forma a interconectá-las, pensando em possíveis enredos que envolvessem aquelas pessoas/personagens, numa sequência que seguia a ordem cronológica”, contou o autor.

No entanto, depois de escrever três histórias, Santiago sentiu falta de uma pesquisa mais profunda. Foi então que o escritor expandiu o seu projeto, o que deu origem ao “Na Eternidade Sempre É Domingo”.

Segundo o autor, os contos seguem uma métrica determinada, sendo a primeira parte do livro um relato do local em que a foto é tirada e da viagem em si, e a segunda o diálogo com Nipi (personagem guia) e a exposição de uma história perdida dos Incas.

Sobre o incentivo à cultura realizado pela Prefeitura de Cuiabá, Santiago disse que é um fomento essencial. “É uma discussão longa, múltipla e confusa, mas sou completamente a favor do patrocínio cultural advindo dos cofres públicos que apoie manifestações regionais de sensibilidade artística (um termo um tanto quanto subjetivo) e de eventos que promovam esses encontros e “nutram” a população de novos contextos e sentidos, especialmente os que seriam deixados de escanteio pelo mercado e pelo lucro puro e simples”, comentou.

O lançamento de “Na Eternidade Sempre É Domingo” ainda não tem data marcada, mas a previsão é que aconteça entre setembro e outubro no Sesc Arsenal, em Cuiabá.

Sinopse

A obra começa com uma travessia pela fronteira brasileira com a Bolívia, adentrando o Peru para alcançar as ruínas de Machu Picchu. O roteiro básico de um mochilão pela América do Sul ganha outras proporções com o surgimento de Nipi, um inca encarregado de contar as histórias esquecidas do seu povo.

Mas Nipi não está sozinho. Ao longo da viagem, personagens imortais, perambulando pelas ruas do antigo Tawantinsuyu (As Quatro Regiões, extensão total do território incaico), serão capturadas pela câmera do celular. Essas imagens são os disparadores de suas histórias, desconhecidas dos cronistas e mesmo de seus descendentes.

São relatos de reis, heróis, feiticeiras, ladrões, sentinelas, curandeiras e outros personagens marcados pelo fantástico, que receberam a dádiva ou a punição de Inti, o deus Sol, para habitar a terra onde nasceram até os dias atuais.

Sobre o autor

Santiago Santos nasceu em Blumenau (Santa Catarina) em 1987, mas mora em Cuiabá (Mato Grosso). Começou a experimentar com a escrita na infância. Atualmente, é autor e administrador do site Flash Fiction, de drops literários. “Na Eternidade Sempre É Domingo” é seu primeiro livro.

(Da Assessoria)