Irene Severina Rezende

“Heroína tupinambá/ naveguei o chão do Araguaia, sem bússula”. Assim é um trecho do poema de abertura de “No chão do Araguaia, li meu mundo”, da escritora Irene Severina Rezende. Publicado pela Carlini e Caniato Editorial, a obra reúne 77 poemas nos quais predominam o canto ao sertão, à vida simples, à natureza e à poesia.

“No chão do Araguaia, li meu mundo” é uma das dez obras vencedoras do Prêmio Mato Grosso de Literatura, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura (SEC). O lançamento, que acontece ainda em 2016, não tem data marcada. Segundo Irene, os poemas de seu livro cantam o chão do Araguaia numa relação com todo o estado de Mato Grosso.

“Em ‘No chão do Araguaia, li meu mundo’, o leitor encontrará sentimento, emoção e conhecimento literário em estilo singular, porque este livro não é produto acabado, aligeirado para a publicação, mas um gesto poético de interpretação de mundo, de contar as andanças e compartilhar sonhos e esperanças que iluminam o sorriso do Araguaia, onde brilham verdes, no remanso das águas turbulentas, os olhos de Irene que, de rocha em rocha e de barranco em barranco, entre espumas e ruídos, vão tecendo o seu olhar”, escreveu Claudete de Souza no prefácio da obra.

Irene começou a escrever aos 14 anos. A autora conta que os primeiros versos foram queimados. “Pensava que não possuíam valor literário. Até hoje penso que tomei a decisão correta”. Há quatro anos, Irene começou os versos que deram origem aos poemas de “No chão do Araguaia, li meu mundo”. “Primeiro eu vou escrevendo e guardando. Somente depois que começo a conceber uma obra”, explicou a autora.

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Sobre a autora

Irene Severina Rezende, 60 anos, nasceu em Mineiros, Goiás. Segundo ela, o seu local de nascimento se deu porque em Alto Araguaia, cidade onde sua mãe morava, não havia nem hospital, nem médicos para fazer o parte. “Mas me considero mato-grossense, uma vez sempre morei por aqui”, disse.

Irene é doutora e mestre em estudos comparados de literaturas de língua portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP). É também professora titular da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT). Já publicou os livros “Prolongamento” (2005), “Páginas rendadas colhidas ao amanhecer” (2012) e “O Fantástico no contexto sócio-cultural do século XX: José J. Veiga (Brasil) e Mia Couto (Moçambique)” (2010). Atualmente, reside em Tangará da Serra.