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A entrega do primeiro Prêmio Mato Grosso de Literatura acontece na terça-feira (14), com a presença do governador do Estado, Pedro Taques, do Secretário de Estado de Cultura, Leandro Carvalho e dos nove autores contemplados. A solenidade será no Salão Nobre “Cloves Vetoratto”, no Palácio Paiaguás, às 19h30, com a entrega dos troféus e lançamento dos livros escolhidos.

Lançado em agosto de 2015, o Prêmio Mato Grosso de Literatura disponibilizou R$ 200 mil para a publicação de obras nas categorias biografia, poesia, prosa e revelação. Os nove autores contemplados são: Rui Matos, Marilza Ribeiro, Ivan Belém, Marta Cocco, Irene Severina Rezende, Stéfanie Medeiros, Gaudêncio Amorim, Everton Barbosa e Alexandre Tarelow. Todas as obras foram editadas pela Carlini e Caniato Editorial.

Além da entrega dos prêmios e lançamentos, será lançado o segundo Prêmio Mato Grosso de Literatura durante o evento. A solenidade também contará com a presença de Ricardo de Medeiros Ramos Filho, neto de Graciliano Ramos e filho de Ricardo Ramos, um dos parecistas do edital.

Veja abaixo as obras que serão lançadas durante a cerimônia:

“Agnus Dei – Mar de Água Doce”, de Rui Matos (R$ 45)

Rui Matos

Romance épico resgata encantos da paixão num cenário de tirar o fôlego. Agnus Dei – No Mar de Água Doce – poderia ser mais uma saga apimentada por beijos cheios de desejo, sexo tendo o céu como cobertor, intrigas apaixonantes e uma trama de mexer com a libido até dos mais tímidos. É mais do que isso! A obra, com ilustrações de Flávia Scheel, lança o jornalista Rui Matos como romancista que extravasa sentimentos campestres.

Rui Matos, 49 anos, é Jornalista com especialização em Filosofia e Marketing. Em 2015 teve o seu primeiro romance, ‘Agnus Dei – No Mar de Água Doce’, selecionado como obra inédita no Prêmio Mato Grosso de Literatura. Em 2010, foi vencedor do Prêmio Jornalistas & Cia -HSBC de Imprensa e Sustentabilidade e também finalista do 10º GP Ayrton Senna de Jornalismo. Em 2012 e 2014 foi vencedor do Prêmio Sebrae de Jornalismo. Em junho, lança ‘No Mar de Água Doce’, em Cuiabá (MT), onde mora desde 1990. Nasceu em Rondonópolis, cidade localizada na porção sul de Mato Grosso.

Balaio Amarelo”, de Marilza Ribeiro (R$ 30)

Marilza Ribeiro

Neste livro, os poemas assumem a forma de totens para propor a volta da perdida sabedoria ancestral em que viver era sinônimo da comunhão natureza-sagrado. Os poemas-totens denunciam o vazio e a solidão do mundo contemporâneo tecnologizado e corporificam o desejo de proteção da poesia − fala encantada − de onde emana o que distingue o humano, de onde emana a conexão com a espiritualidade, de onde emana o inefável sopro que nenhum comércio pode comprar ou vender.

Nasceu em Cuiabá, em 27.03.1934. Graduou-se em Psicologia pela Faculdade de Ciências e Letras São Marcos, em São Paulo-SP. Foi presidente da Associação de Mulheres de Mato Grosso. É facilitadora de Biodança, escritora, desenhista e poeta. Foi homenageada na Literamérica (2006), em Cuiabá-MT. Publicou seis livros de poesia e possui mais quatro inéditos. Tem 5 filhos, 9 netos e 1 bisneta.

“Liu Arruda – A travessia de um Bufão”, de Ivan Belém (R$ 35)

Iavn Belém

O ator Ivan Belém, hoje um historiador, nos relata com emoção e singularidade, a rica trajetória cênica do Grupo Gambiarra de Teatro, precursor do teatro de rua da cidade de Cuiabá, Mato Grosso, que celebrou uma parceria com o ator Liu Arruda, abandonando os espaços convencionais e buscando os bares, as ruas e praças para as suas experimentações cênicas. Adotaram como gênero de linguagem a irreverência, a paródia, o deboche, a cizânia, a “tgira cuiabana”, para a escritura de sua própria dramaturgia.

Ivan Belém nasceu no município de Barão de Melgaço, mas vive em Cuiabá desde recém-nascido. Aos 17, já publicava crônicas em jornais. Além da literatura, dedica-se ainda ao teatro, ao serviço público e à gestão da Casa Azul, em Chapada dos Guimarães. É autor também de “A Baía de Tchá Mariana: mitopoéticas africana e pantaneira nos círculos de aprendizagens ambientais”.

“Não presta para nada”, de Marta Cocco (R$ 29,90)

Marta Cocco

Quem ler este livro, imediatamente, discordará do título a ele atribuído. Ideia sobre ideia, sentimento sob sentimento, explícito atravessado pelo subliminar, dito e oculto numa dança perfeita fazem destes contos um bordado delicado e forte: um encontro de mulheres sábias e surgem as dores e o esquecimento, mas também o amor à família e a sabedoria; as dificuldades da criança em enfrentar o mundo cruel e discriminatório e o desabrochar da amizade; um assalto, um relato e a descoberta dos perigos que as mulheres enfrentam no cotidiano, vivendo ou sobrevivendo; o abandono na velhice, a ganância humana e a catarse pela escrita.

Marta é natural de Pinhal Grande-RS. Em 1992 mudou-se para Mato Grosso. Atualmente leciona Literaturas da Língua Portuguesa na Universidade do Estado de Mato Grosso, campus de Tangará da Serra. É doutora em Letras e Linguística, pesquisadora dos grupos: Literatura e ensino (Unemat/CNPq) e Literatura infanto-juvenil: poesia e prosa (Unemat/CNPq) e autora dos livros: “Divisas” (1991); “Partido” (1997); “Meios” (2001); “O ensino da literatura produzida em Mato Grosso: regionalismo e identidades” (2006); “Sete Dias” (2007); “Sábado ou cantos para um dia só” (2011); “Lé e o elefante de lata” (2013); “Doce de formiga” (2014) e “Mitocrítica e poesia: regimes, imagens e mitos na poética de Lucinda Persona” (2016).

“No chão do Araguaia li meu mundo”, de Irene Severina Rezende (R$ 29,90)

Irene Severina Rezende

A obra compõe-se de 77 poemas nos quais predomina o canto ao sertão, à vida simples, à natureza, enfim, o local externo e interno da autora, em uma vastidão de sentimentos e emoções que se presentificam em palavras carregadas de sentidos e significados de quem vive, sente e age poesia, em êxtase constante.

Irene Severina Rezende é doutora em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa, pela USP e mestre pela mesma Universidade e na mesma área. É professora titular da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT). Publicou os livros “Prolongamento”, “Páginas rendadas colhidas ao amanhecer” e “O fantástico no contexto sociocultural do século XX: J.J.Veiga” (Brasil) e “Mia Couto” (Moçambique).

“Norte”, Everton Almeida Barbosa (R$ 29,90)

Everton Barbosa

Poesia é música, imaginação e narrativa. Em Norte, de Everton Almeida Barbosa, a poesia está completa. Musicalidade e narrativa se entrelaçam. O eu lírico é também social, cultural, histórico. Como se o poeta tivesse o dom de reunir a contemplação distanciada, crítica e moderna de um Drummond, com a narrativa empolgante e socialmente participativa de um Castro Alves. E ainda com voz poética própria e experiência única como nos fazem imaginar os verdadeiros poetas. Beradêro, A menina canta, Natal, Norte, Ladainha – entre tantos poemas marcam um novo Norte no horizonte da poesia.

Everton Almeida Barbosa é filho de nordestinos vindos da região rural da cidade de Pombal, no sertão da Paraíba, para Cuiabá na década de 70. Nasceu em Cuiabá e se especializou em Literatura, desde a graduação e mestrado na Universidade Federal de Mato Grosso, até o doutorado na Universidade Federal de Minas Gerais, sendo professor de Literatura na Universidade do Estado de Mato Grosso desde 2006. Como músico, trabalhou em peças de teatro e grupos vocais e hoje coordena um projeto com música e poesia na universidade onde trabalha.

“O último verso”, de Stéfanie Medeiros (R$ 35)

Stéfanie Medeiros

“O último verso” costura a trajetória de um escritor já idoso, dócil e de grande talento em meio aos conflitos das relações  familiares e sua vontade férrea de não deixar a poesia de lado.

Trata-se de Edmundo Mesquita, que nunca foi um homem prático. Desde jovem, sempre gostou de escrever poeticamente. Aos 85 anos de idade, com a ajuda de sua esposa, Soraia, conseguiu conquistar o conforto necessário para se dedicar à Literatura, sem desfocar sua atenção com outras preocupações. E é assim que passa seus dias: levanta cedo, toma o café da manhã com a família e se tranca em seu escritório, no segundo andar da casa, para “fabricar” seus poemas. Até que o inesperado estoura, de repente, a bolha de sabão em que vive.

Stéfanie Medeiros, 24 anos, é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Mato Grosso. Publicou seu primeiro livro, “Borboletas infinitas de coração imperfeito”, em 2014. Em 2015, ganhou o prêmio Poetize, concurso nacional dos novos poetas. No mesmo ano, foi uma das vencedoras do Prêmio Mato Grosso de Literatura. “O último verso” é seu primeiro romance.

“Prefeitos de Poxoréu – Biografias”, Gaudêncio Filho Rosa de Amorim (R$ 50)

Gaudêncio Amorim

“Prefeitos de Poxoréu” não é tão somente a síntese biográfica daqueles que lideraram o Poder Executivo de Poxoréu, Mato Grosso, mas também um acervo de informações sobre a política, os políticos e o cenário que os envolve. Além da história de vida dos prefeitos, o livro resgata estatísticas eleitorais e resultados de eleições.

Gaudêncio Filho Rosa de Amorim nasceu no município de Poxoréu – MT. Professor e funcionário público, é formado em Pedagogia (UFMT) e em Gestão Pública (UCDB) e pós-graduado em Ciências Políticas (Univag), Gestão e Financiamento da Educação (UFMT) e em Gestão Municipal (Unemat/UAB).  Publicou o livro “Saudades e Melancolias” (Aurora, 1987) em coautoria com Izaias Resplandes de Souza e Kautuzum Araújo Coutinho. Em 2001, publicou “Linhas Históricas de Poxoréu: um olhar sobre o nascimento dos distritos numa contribuição às escolas e à sociedade” (Defanti); em seguida organizou a “Antologia Poética: síntese da poesia upenina de Poxoréu” (Genus, 2002). É um dos principais redatores e organizadores da revista “A Upenina” e do jornal “O Upenino”, produzidos pela UPE, além dos “Recitais de Poesias”, “Tertúlias”, “Saraus e do Programa Momento de Arte e Cultura” da entidade, veiculado na Rádio Sul Mato-grossense Ltda. (AM-850). Gaudêncio Amorim é membro do Conselho Municipal de Cultura de Poxoréu, MT, da Ordem Memória Viva – Pó Ceréu e do Instituto Histórico e Geográfico de Poxoréu – MT.

“Recomendações de Anchieta”,  Alexandre Tarelow

Alexandre Tarelow

Recomendações de Anchieta”, de Alexandre Tarelow, é uma obra que contém os ingredientes necessários para um bom enredo cinematográfico: mistério, crime, investigação, aventura, pitadas de humor e romance. A narrativa gira em torno de alguns artefatos antigos encontrados casualmente por peões de trecho que trabalhavam na fazenda de um senador, no município de Vila Bela da Santíssima Trindade-MT. Entre os renomados arqueólogos contratados para investigar o importante sítio arqueológico está Lilian que, junto com o delegado local Basil, irá deslindar o mistério que envolve algumas mortes e contatar o espírito de Anhangá, o tinhoso. O autor caprichou nesta trama envolvente, que prende a atenção do leitor até o final.

Alexandre Tarelow é escritor e tem se concentrado em estudar lendas indígenas e transformá-las em romances de ficção. Ex-professor de língua portuguesa na rede estadual de ensino. Em 2009, publicou “Kuatrin”, pela Carlini & Caniato Editorial. Atualmente, dedica-se exclusivamente à literatura.

Serviço

Entrega do primeiro Prêmio Mato Grosso de Literatura

Data: Terça-feira (14)

Horário: 19h30

Local: Salão Nobre “Cloves Vetoratto”, Palácio Paiaguás, Centro Político Administrativo de Mato Grosso, Cuiabá-MT.

(Da Assessoria)