Com o atual debate sobre o protagonismo feminino em várias áreas, iniciativas surgem para discutir e questionar o papel da mulher na cultura e arte em geral. Na literatura, podemos citar como exemplo o projeto de extensão “Escritoras em Evidência”, do Instituto de Linguagens da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e o clube do livro “Lendo Mulheres”, criado pela artista cuiabana Hiasmyn Lorraynne. Para se inserir no debate, a Carlini e Caniato Editorial lista aqui oito livros didáticos escritos por algumas de suas autoras. Confira:

“As Misericórdias das duas margens do Atlântico Portugal e Brasil”, de Maria Marta Lobo de Araújo (R$ 28)

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A historiografia recente, mais a portuguesa que a brasileira, tem dado grande importância às Santas Casas, transformando estas instituições em objeto de estudo, dentro e fora das universidades. O movimento já tinha nascido antes da comemoração do V Centenário da Misericórdia de Lisboa, mas acelerou-se com ele e ultrapassou-o, continuando a ser objeto de estudo de muitos investigadores. No Brasil, a temática tem sido menos trabalhada na historiografia mais recente, embora se mantenha como tema de trabalho de alguns investigadores.

Maria Marta Lobo de Araújo é doutora em História e professora associada com agregação do Departamento de História do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho. A sua investigação tem-se desenvolvido nos campos da História Social e da História Religiosa da Época Moderna, sendo autora de vários livros e de um conjunto de artigos que estão publicados em revistas nacionais e estrangeiras.

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“Bicas, fontes, chafarizes, Caixa d’água Velha e a água de beber no espaço urbano de Cuiabá, 1790 – 1886”, de Neila Maria Souza Barreto (R$ 30)

Bicas-Fontes-Chafarizes

Neila Maria Souza Barreto convida-nos a caminhar pelo espaço urbano de Cuiabá de outrora para observarmos como os rios, os córregos, as fontes e os chafarizes, indistintamente, saciavam a sede dos escravos, dos pobres livres urbanos e dos homens e mulheres da elite, apontando-nos os instrumentos que eram utilizados para o transporte e posterior uso da água, como as carroças, as pipas e os bois. Leva-nos também ao que denominou “Espaços Privilegiados de Água Potável Urbana”, onde as primeiras penas d’água finalmente foram instaladas em Cuiabá, já no final do século XIX, especificamente no ano de 1886.

Mestra em História, pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT, 2005. Especialista em: Ciências Políticas, pelas Faculdades Unidas de Várzea Grande (UNIVAG, 1998); Metodologia do Ensino Superior, pela Faculdade de Educação de Fátima do Sul; Didática do Ensino Superior, pela Faculdade de Filosofia, Ciências, Letras de Presidente Venceslau. Graduada em: Jornalismo, pelo Instituto Várzea-grandense de Educação (1995); e em Letras, pela UFMT (1978). É autora de diversos livros e de textos para imprensa cuiabana.

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“Conhecimentos tradicionais: uma análise da proteção jurídica no Mercosul”, de Adriana Koszuoski  (R$ 24)

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A obra, que aborda esse assunto pioneiro e muito pouco tratado em livros, expõe a fragilidade dos instrumentos desses países para proteger o conhecimento produzido pelos povos indígenas e tradicionais, além do grande desnível existente entre as diferentes formas de lidar com o assunto. Enquanto no Brasil o tema é debatido há mais de dez anos, nos demais países do Mercosul é pouco ou nada discutido. No Paraguai, por exemplo, ainda não há arcabouço jurídico especifico para a proteção do conhecimento tradicional associado à biodiversidade.

Na Argentina e no Uruguai, o tema já começa a chamar a atenção dos juristas, mas também ainda não foi estudado sob a ótica da proteção do conhecimento tradicional associado aos recursos genéticos. Seriam necessárias negociações sérias para a proteção das minorias e o tratamento multilateral do tema no âmbito das instituições internacionais, aponta a autora.  Mas, os países que utilizam os conhecimentos tradicionais e a diversidade biológica como matéria-prima para suas invenções não estão interessados na construção de um regime efetivo de proteção. Se houvesse tal regime efetivo, haveria a necessidade de dividir parte dos seus ganhos com os países de origem dos recursos utilizados e, por conseqüência, diminuição dos seus lucros. Diante disso, as comunidades tradicionais sofrem as conseqüências e a região deixa de valorizar uma fonte importante de recursos.

Professora universitária e advogada, Mestre em Relações Internacionais para o Mercosul pela Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL – Florianópolis – SC, Adriana Koszuoski dá uma importante contribuição, além de um alerta para a importância da conservação do patrimônio nacional.

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“Dicionário de História de Mato Grosso Período Colonial”, de Nauk Maria de Jesus (R$ 34)

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O dicionário é destinado ao público em geral, aos pesquisadores, professores, estudantes dos ensinos superior, médio e fundamental. A obra, tem um caráter didático e apresenta a história da região que abrangia os atuais estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia e fazia limite com os domínios hispânicos, destacando acontecimentos e personagens, nem sempre conhecidos, que entram em cena nas linhas de um verbete ou outro.

Nauk Maria de Jesus é formada em História pela Universidade Federal Fluminense. Mestre em História pela Universidade Federal de Mato Grosso. Professora do Curso de Graduação e de Pós-Graduação em História da Universidade Federal da Grande Dourados.

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“Manoel de Barros – O Demiurgo das Terras Encharcadas Educação pela Vivência do Chão”, de Cristina Campos (R$ 40)

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O livro apresenta uma leitura das imagens simbólicas presentes na obra do poeta Manoel de Barros e sua ancoragem mítica, exercitando o “abraço solidário” proposto por Edgar Morin, ou seja, uma bricolagem teórica, num exercício transdisciplinar, destacando-se a Antropologia do Imaginário, do francês Gilbert Durand, e o pensamento complexo, de Edgar Morin.

No capítulo final considerações acerca da Educação, sugerem algumas técnicas para que o leigo (ou neófito) seja iniciado na obra de Manoel de Barros.

Cristina Campos é graduada em Letras e mestra em Educação, pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT, 1983; 1997); e doutora em Educação, pela Universidade de São Paulo (USP, 2007). Leciona Língua Portuguesa e Literatura no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso – Campus Cuiabá. Publicou o livro Pantanal Mato-grossense: o Semantismo das Águas Profundas (Entrelinhas, 2004); e Conferência no Cerrado (Tanta Tinta, 2008). É produtora da publicação literativa Dazibao, fruto de um projeto que estimula a criação literária a partir de laboratórios vivenciais, realizado com professores e alunos do IFMT – Campus Cuiabá e outras instituições educacionais; é revisora e organizadora de diversas publicações.

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“Orquídeas Nativas de Mato Grosso”, de Anna Kelly Koch e Celice Alexandre Silva (R$ 34)

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Orquídeas nativas de Mato Grosso contribui de maneira simplificada e de fácil entendimento com a ampliação do conhecimento das espécies de orquídeas nativas deste Estado.

Depois da apresentação da chave para identificação dos gêneros, as informações sobre cada espécie estão dispostas da seguinte maneira: nome da espécie, autor que a descreveu, a obra em que foi publicada e também dados de sua distribuição geográfica. Além disso, ao final do livro é apresentado um glossário para esclarecimentos de termos botânicos.

Anna Kelly Koch: Mato-grossense, nascida no extremo norte do Estado, ingressou na Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) em agosto de 2004 para cursar licenciatura plena e bacharelado em Ciências Biológicas, concluindo em agosto de 2008. Ingressou no mestrado em Ciências Biológicas com ênfase em Botânica Tropical da Universidade Federal Rural da Amazônia/Museu Paraense Emílio Goeldi (UFRA/MPEG) em 2009, concluindo em fevereiro de 2011. Pesquisadora bolsista do Programa de Capacitação Institucional (PCI-CNPq) do Museu Paraense Emílio Goeldi entre 2011 e 2012. Atualmente é estudante de doutorado do Instituto de Botânica de São Paulo.

Celice Alexandre Silva: florestal, mestre e doutora em Botânica pela Universidade Federal de Viçosa-MG. Professora adjunta da Universidade do Estado de Mato Grosso, (Unemat) campus de Tangará da Serra-MT, curadora do herbário TANG e do Epifitário Catasetum da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). É membro da Sociedade Brasileira de Botânica. Atua na área da Biologia Reprodutiva de Angiospermas, onde possui publicações em revistas especializadas e de divulgação científica.

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“Plantas Medicinais de Mato Grosso – A Farmacopéia popular dos raizeiros”, de Mari Gemma de La Cruz (R$ 40)

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Plantas Medicinais de Mato Grosso: a farmacopéia popular dos raizeiros apresenta o conhecimento dos raizeiros da medicina popular, com o objetivo de reconhecê-lo como tradição, preservá-lo e fomentar seu uso pela sociedade. São 207 espécies medicinais provenientes, principalmente, da flora mato-grossense, relacionadas nesta obra, com seus diversos nomes populares, identificação botânica, partes usadas, indicações, formas de uso, locais e cuidados de coleta, secagem e armazenamento. Preparação de remédios caseiros e reações adversas no uso de plantas medicinais são, também, algumas das informações abordadas pela autora e comentadas pelos raizeiros em Cuiabá.

Mari Gemma de La Cruz é mestre em Saúde e Ambiente e Consultora na área de: Plantas Medicinais, Homeopatia, Aromaterapia e Educação Ambiental.

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“História de Mato Grosso”, de Else Calvacante (R$ 48)

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O livro traz a história de Mato Grosso, desde as narrativas dos primeiros portugueses que chegaram ao Brasil no século XVI, até os fatos que marcam a contemporaneidade mato-grossense. A obra está dividida em três partes: Colônia, República e Nova República, onde ao término de cada uma das partes, há a proposta de autoavaliação do leitor, através de atividades elaboradas pela própria autora, além daquelas extraídas de vestibulares de universidades públicas e privadas dos Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e de outros concursos.

Else Dias de Araujo Calvacante é especialista em História de Mato Grosso e mestre em História, pela Universidade Federal de Mato Grosso. É professora da rede particular de ensino, na qual ministra aulas no ensino médio e em cursos de pós-graduação. É coautora do livro Mato Grosso e sua história e autora do livro Imagens de uma epidemia.

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(Da Assessoria)