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Para aqueles que estão procurando uma recomendação de livro para o final de semana, a Carlini e Caniato Editorial tem uma sugestão: A coletânea “tudo o que não foi”. Publicado em 2014 e organizado por Deborah Kietzmannn Goldemberg, o livro reúne textos emocionantes e sensíveis de 15 autores, tanto jovens, quanto experientes.

A coletânea foi pensada com o objetivo de ampliar a reflexão e o discurso acerca dos (não) acidentes de trânsito que ocorrem no Brasil, porque a literatura nos traz a possibilidade de ir além do racional e mais próximos da alma humana.

De acordo com a organizadora, os contos dos mestres que agraciaram esta coletânea, Ana Miranda e Ignácio de Loyola Brandão, entram em contato com um homem contemporâneo que está condenado, pela infraestrutura das cidades, a viver dentro de carros num trânsito insuportável – um acidente sempre a espreita – e podemos imaginar o que deve ter sido o passado em que vivíamos fora das armaduras sem tanto medo de atravessarmos a rua.

Já nas histórias dos jovens e nem tão jovens autores de diversas partes do país, nos deparamos com uma ampla diversidade de situações: aquelas causadas pelo desamor, como a que envolve a filha de uma mãe ausente no conto de Bernardo Kucinski e um filho mal-amado e entediado que encontra a redenção na bebida em Bobby Baq. No conto de Paula Fábrio vemos o desamor para consigo e a inabilidade de aceitar os próprios erros surge como motor de um carro desgovernado, dentre vários outros assuntos abordados dentro deste tema pelos outros autores.

A ideia desta coletânea surgiu com o movimento “Não foi acidente”, criado por Rafael Baltresca, Nilton Gurman e amigos. Rafael perdeu sua mãe e irmã no dia 17 de setembro de 2011 e Nilton deu adeus a seu sobrinho Vitor alguns dias após seu atropelamento em 23 de julho do mesmo ano. A exposição midiática desses casos somada à tristeza e apelo por justiça de inúmeras famílias foi um grande impulso à criação do movimento.

O movimento vem empreendendo, ao longo dos anos, debates, ações de conscientização e suporte a todos os movimentos de cidadania no trânsito. Em 2014, o movimento “Não Foi Acidente” começou a organização para estruturação de uma ONG, de forma a continuar lutando por esta causa com mais força.

Formado por Rafael Baltresca, Nilton Gurman, Manuel Silvino Ferreira Fernandes, Maria Luiza Hausch, Lourdes Nunes, Gladys Ajzenberg, Rosmary Mariano, Ava Gambel e Vinicius Del Rio, o movimento “Não foi acidente” tem um objetivo: Mudar as leis de trânsito brasileiras, com especial foco nas brechas.

Lista de autores de “Tudo o que não foi”

Ana Miranda

Bernardo Ajzenberg

Bernardo Kucinski

Bobby Baq

Caco Ishak

Carlos Eduardo de Magalhães

Deborah Kietzmann Goldemberg (org.)

Douglas Diegues

Ignácio de Loyola Brandão

Ítalo Ogliari

Luiz Roberto Guedes

Marcelino Freire

Paula Fábrio

Rubiane Maia

Wellington de Melo

Onde comprar

Você pode adquirir “Tudo o que não foi” no site da Carlini e Caniato Editorial. Clique AQUI para acessar.

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