Azul de fevereiro
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Azul de fevereiro é um convite aos diferentes gestos de leitura que meu “olhar superlativo”, diria, lacunar, apaga o autor, aguarda a ouverture da ópera e o prazer (incômodo) da surpresa de cada ato. Algumas leituras são absorvidas pelas cativantes histórias envazadas em narrativas curtas, fluidas e com o ingrediente básico do conto maravilhoso; outras movem sentimentos de irritação, absorvidos pelos variados momentos de tensão entre o espaço e o tempo, as vozes narrativas e o estilo. Tudo perpassado por fina ironia que atinge de imediato o leitor, na exata dose de diversão que só a literatura é capaz de oferecer.
Entre a fantasia e o jogo, os sentidos são arrebatados pelo que lê/observa, pelas surpresas finais e pela forma como o insólito se cola ao real. A brevidade de cada conto é estrutura e essência. É nesse cenário de espelhos identitários, empalidecidos como a formação do arco-íris, que os contos de Eduardo Mahon convidam o leitor a se aproximar do literário, se perder e se achar, mesmo que em pequenos instantes improváveis de sua conturbada vida. No mais, é ler para crer!
Eduardo Mahon
É natural do Rio de Janeiro, autor de romances, livros de contos e poesias. Mora em Cuiabá-MT e é casado com a dentista Clarisse Mahon, tendo com ela trigêmeos: José Geraldo, João Gabriel e Eduardo Jorge. Obras do autor, pela Carlini & Caniato: Nevralgias / Doutor Funéreo e outros contos de morte / O cambista / Meia palavra vasta / Palavra de amolar / Palavrazia / O fantástico encontro de Paul Zimmermann / Contos estranhos (Weird tales) / Quem quer ser assim sem querer? / Um certo cansaço do mundo / O homem binário e outras memórias da senhora Bertha Kowalski / Alegria / Azul de fevereiro / A gente era obrigada a ser feliz / Mea culpa
| Peso | 0,202 kg |
|---|---|
| Dimensões | 13 × 18 cm |
| Páginas |
192 |
| Edição |
1ª |
| Ano de publicação |
2018 |
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