CAPINHA p Divulgacao Balaio Amarelo

Aos 82 anos, a poetisa Marilza Ribeiro está cheia de projetos. Um deles é o livro “Balaio Amarelo”, publicado pela Carlini e Caniato Editorial, com lançamento previsto ainda para este mês. A obra, composta por 107 poemas, reflete o período em que a escritora esteve envolvida com a biodança e análise junguiana.

“Foram sete anos de análise. Durante este tempo, fiz várias apostilas com pequenos desenhos, poemas, textos. Destas apostilas, escolhi os poemas que compõem o livro e tirei o nome ‘Balaio Amarelo’”. De acordo com Marilza, a poesia desta obra aborda diversas lendas indígenas e africanas, bem como a experiência feminina.

Poetisa (1)

“Eu considero este livro a minha obra prima. Não só porque passei sete anos trabalhando nele, mas porque, durante este tempo, explorei bastante a voz feminina, a minha voz. Durante muito tempo, as mulheres foram amordaçadas, silenciadas, excluídas. Mas através da arte e da cultura, temos um lugar para expressar nossas vozes com firmeza. Estes poemas refletem toda a memória feminina através das minhas memórias”, explicou Marilza.

A obra é o sétimo livro de poesia de Marilza Ribeiro. Dentre suas outras publicações, estão: “Meu grito: poemas para um tempo de angústia” (1973), “Corpo Desnudo” (1981), “Cantos da terra do sol (1998), “A dança dos girassóis” (2004), “Palavras de mim” (2005) e “As aves e poetas ainda cantam” (2014).

“Balaio Amarelo” é uma das dez obras vencedoras do Prêmio Mato Grosso de Literatura. O lançamento oficial, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura (SEC), está marcado para o começo de abril. Na ocasião, estarão presentes, além dos dez escritores premiados, o governador do Estado, Pedro Taques, e o secretário de cultura, Leandro Carvalho.

Sobre a autora

Marilza Ribeiro nasceu em Cuiabá, em 1934. Descobriu o interesse pela literatura aos 15 anos. Os primeiros trabalhos foram reflexões sociais publicadas no jornal “O Estado de Mato Grosso”. A escritora graduou-se em Psicologia pela Faculdade de Ciências e Letras São Marcos, em São Paulo. Foi presidente da Associação de Mulheres de Mato Grosso. É facilitadora de Biodança; escritora, desenhista e poeta. Foi homenageada na Literamérica (2006), em Cuiabá, Mato Grosso.

Marilza é considerada uma das matriarcas entre as mulheres que escrevem poesia. Seu livro “As aves e poetas ainda cantam” está disponível no site da Carlini e Caniato Editorial. Para adquiri a obra, basta clicar AQUI. 

(Da Assessoria)