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(Na foto, da esquerda para a direita: Marilza Ribeiro, Wuldson Marcelo, Rafaella Elika, Luck P. Mamute, Luiz Renato, Santiago Santos, Cristina Campos e Ruth Albernazz)

O lançamento dos oito títulos contemplados no edital de incentivo à cultura da Prefeitura de Cuiabá, Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer e Fundo Municipal de Cultura aconteceu nesta terça-feira (22). O evento, realizado no Sesc Arsenal, contou com a presença dos autores, editores da Carlini e Caniato Editorial e convidados.

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(Na foto: Os editores Ramon Carlini e Rommel Kunze)

Os livros lançados foram: “Acordes para uma menina cantar”, de Marilza Ribeiro; “Bicho-grilo”, escrito por Cristina Campos e ilustrado por Ruth Albernaaz; “Obscuro-shi: Contos e Desencontros em Qualquer Cidade”, de Wuldson Marcelo; “Me Literatura”, de Rafaella Elika Borges; “Na eternidade sempre é domingo”, de Santiago Santos; “Duplo Sentido”, de Luiz Renato e Carlos Barros; “O circo do Bagre Zé pelo Pantanal”, de Iraci Romagnolli Dias (in memoriam); e “Nota de cinco”, de Luck P. Mamute.

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(Na foto: O secretário-adjunto de cultura, Paulo Traven)

O secretário-adjunto de cultura, Paulo Traven, afirmou na ocasião que o lançamento de novos autores, tanto das novas gerações, quanto dos mais experientes, é uma grande felicidade para os gestores culturais. De acordo com ele, um novo edital será aberto em breve para que novos projetos sejam desenvolvidos em 2017.

O edital de incentivo à cultura, lançado em 2015, investiu R$ 144 mil em projetos de literatura. Algumas das obras já estão disponíveis no site da Carlini e Caniato Editorial, através do endereço www.carliniecaniato.com.br.  Veja abaixo um pouco sobre cada uma das obras publicadas e uma galeria de fotos do evento:

“Acordes para uma menina cantar”, de Marilza Ribeiro

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“Acordes para uma menina cantar” é o oitavo livro de Marilza Ribeiro, 82 anos. A obra é destinada aos adolescentes, focando principalmente nos encantos da infância e nas diferenças entre as gerações. A idéia para o livro surgiu quando Marilza escreveu pequenos poemas para seus netos apresentarem em um evento literário.

Marilza Ribeiro nasceu em Cuiabá, em 1934. Descobriu o interesse pela literatura aos 15 anos. Os primeiros trabalhos foram reflexões sociais publicadas no jornal “O Estado de Mato Grosso”. A escritora graduou-se em Psicologia pela Faculdade de Ciências e Letras São Marcos, em São Paulo. É autora de diversos títulos, dentre eles “As aves e poetas ainda cantam” e “Balaio Amarelo”.

“Bicho-grilo”, de Cristina Campos

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“Bicho-grilo” é um livro de poemas de Cristina Campos, ilustrado pela artista plástica Ruth Albernaaz. A obra traz escritos poéticos, recolhidos e tecidos principalmente enquanto a escritora percorria trechos de cerrado. A parceria com Albernaaz inspira-se na proposta de ‘Poema Conceito’, do poeta Wlademir Dias Pino. Ou seja, a imagem não ilustra o texto e este não explica a imagem: ambos se combinam por um critério estético.

Cristina Campos é graduada em Letras pela UFMT; especialista em Língua Portuguesa (UFMT), Semiótica e Semiótica da Cultura; mestre em Educação, (UFMT) e doutora em Educação (USP). É autora de títulos como o “Conferência no Cerrado”, “Manoel de Barros: O Demiurgo das Terras Encharcadas”  e “O Falar Cuiabano”.

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Ruth Albernaaz é artista visual. É formada em biologia (UFMT), mestre em ciências ambientais (Unemat) e doutora em biodiversidade amazônica (Rede Bionorte, MCTI). Participou de diversas exposições coletivas e individuais, sendo a mais recente a “Natureza Substantivo Feminino”, no Museu de Arte de Mato Grosso, 2016.

“Obscuro-shi: Contos e Desencontros em Qualquer Cidade”, de Wuldson Marcelo

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“Obscuro-shi: Contos e Desencontros em Qualquer Cidade” é um livro de 18 contos de Wuldson Marcelo. As narrativas retratam a condição humana em seu estrato mais inexorável: a da negação dos desejos. O tema presente em todos os contos é a angústia e violência característica de grandes centros.

Wuldson Marcelo, 37 anos, nasceu e reside em Cuiabá. É autor de “Subterfúgios Urbanos”, publicado em 2013 pela editora Multifoco (RJ). Organizou, em 2013, com Cinthia Andressa de Lima e Jana Lauxen, a coletânea de contos e poesias “Beatniks, malditos e marginais em Cuiabá: literatura na Cidade Verde”, que foi também publicada pela Multifoco. Administra o blog “Beatniks, maldit@s e marginais” desde 2012.

“Me Literatura”, de Rafaella Elika Borges

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“Me Literatura” é uma coletânea de contos dramáticos de Rafaella Elika. Cada narrativa possui seus personagens e situações diferentes, de forma a explorar uma variedade maior de conflitos e sentimentos. A ideia para a coletânea surgiu com a intriga da autora com o modo como as pessoas levam suas vidas.

Rafaella Elika Borges, 21 anos, nasceu e foi criada em Cuiabá. Seus primeiros contos foram publicados na coletânea “Beatnik, Malditos e Marginais – Literatura na Cidade Verde”, na antologia “O Mistério das Sombras” e no jornal “Diário de Cuiabá”. “Me Literatura” é seu primeiro livro.

“Na eternidade sempre é domingo”, de Santiago Santos

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“Na Eternidade Sempre É Domingo” é uma obra de contos de Santiago Santos. As narrativas se interligam para contar uma única história (técnica chamada de fix-up), todas elas baseadas na experiência pessoal do autor durante um mochilão pela América do Sul. Os contos unem ficção histórica, fantasia, relato de viagem e registro fotográfico.

Santiago Santos, 29 anos, nasceu em Blumenau (Santa Catarina), mas mora em Cuiabá. Começou a experimentar com a escrita na infância. Atualmente, é autor e administrador do site Flash Fiction, de drops literários. “Na Eternidade Sempre É Domingo” é seu primeiro livro.

“Duplo Sentido”, de Luiz Renato e Carlos Barros

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“Duplo Sentido” é uma coletânea de crônicas de Luiz Renato e Carlos Barros. A obra é uma celebração dos 20 anos de amizade dos autores e fala sobre literatura, cinema, teatro, experiências pessoais e sobre o meio artístico. O livro divide-se em dois: De um lado os escritos de Luiz Renato e, do outro, os de Carlos Barros.

Luiz Renato, 54 anos, nasceu em Maringá, Paraná. Atualmente mora em Cuiabá, Mato Grosso, onde trabalha como professor de língua portuguesa e literatura. Já publicou três livros: “Cardápio Poético”, em 1993; “Matrinchã do Teles Pires”, em 1998 e “Flor do Ingá”, 2014.

Carlos Barros, 64 anos, nasceu em Recife, onde reside atualmente. É autor de “Fênix” (1989), pela Editora Arte Quintal, de Belo Horizonte; “Poesia, Carlos Barros e Paulo Rocha” (2001), pela Edições Tiê, de Recife; “quest” (2007), pela Editora Livro Rápido, de Olinda. Em 1976, publiquei um livro artesanal, chamado “Punhesias”, como participação na I Mostra Internacional de Arte Correio em Recife.

“O circo do Bagre Zé pelo Pantanal”, de Iraci Romagnolli Dias (in memoriam)

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“O circo do Bagre Zé pelo Pantanal” é um livro infanto-juvenil de Iraci Romagnolli Dias, ilustrado por Vanessa Prezoto. Na obra, o personagem bagre Zé, um peixe bagre, organiza um circo por onde passam diversas espécies aquáticas do Pantanal.Escrito em versos, além de narrar a história, “O circo do bagre Zé pelo Pantanal” também traz notas com a explicação científica sobre cada uma das espécies apresentadas, incluindo descrição física dos animais, seus hábitos alimentares e habitat natural.

Iraci C. Romagnolli Dias nasceu no interior de São Paulo, formada em Pedagogia Infantil pela Universidade de Cuiabá, especialista em Educação Infantil, pelo Instituto de Pesquisas Avançadas em Educação, do Rio de Janeiro, e pós-graduada em Aprendizagem Cooperativa e Tecnologia Educacional na Educação Básica, pela Universidade Católica de Brasília (UCB). É autora de “Bichos, Gente, Ambiente” e, em coautoria, “Conhecendo a Fauna do Pantanal de A a Z” e “Bichonário do Pantanal”. Faleceu em 2016.

Vanessa Prezoto é formada em design gráfico na Universidade Estadual Paulista (Unesp), trabalhou em agências e estúdios de design por vários anos. Participou de cursos e oficinas de ilustração e voltou a praticar o desenho e a pintura tradicional. Atualmente, grande parte do seu tempo é dedicado às ilustrações, principalmente para livros. No caso da obra “O circo do bagre Zé pelo Pantanal”, a artista trabalhou com uma mistura de colagens, giz pastel e tinta guache.

“Nota de cinco”, de Luck P. Mamute

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“Nota de cinco” é o primeiro romance de Luck P. Mamute. A obra é um suspense com final inesperado. Tudo começa quando um rapaz recebe uma nota de cinco que muda toda a sua vida. A ideia surgiu quando o autor estava voltando de Chapada dos Guimarães para Cuiabá e recebeu o troco no ônibus. Na nota, havia um nome e telefone. Deste evento rotineiro, veio a trama de “Nota de cinco”.

Luck P. Mamute, 41 anos, nasceu em Tangará da Serra, mas reside em Cuiabá desde a infância. Luck começou sua carreira literária como leitor e na adolescência começou a experimentar com a escrita. Desde então, sempre tem consigo um caderno e uma caneta. Apesar de “Nota de cinco” ser seu romance de estreia, Luck contou que já finalizou seu quarto livro e que espera lançar um por ano “até o final da vida”.