• Passado a limpo

    Conhecer o estilo da autora em seu livro de estreia é entretecer fios e cores num estilo simples, cristalino e deliciosamente sedutor. A identificação do leitor é imediata no dedilhar da infância, nas lições apreendidas em cada fase da vida, nos alinhavos e chuleios da memória de uma narradora madura que olha o passado sem se perder nele, mas redesenha itinerários no presente. Singelas como são as lembranças, a narrativa escorre entre os olhos e a alma. Livro que comove, mexe com emoções guardadas representadas, segundo Borges, em vestíbulos que funcionam como portas de entrada pelas quais se acessa o interior de lacrados aposentos. Não falta aos narradores aquele raro dom que Chaplin considerava indispensável para uma boa obra literária: o sentido do humor. Por tudo o que neste livro está expresso: os problemas humanos, as marcas e costuras da vida, torna-se leitura de entretenimento, mas também de reflexão em meio aos terrenos acidentados, clareiras e matas fechadas pelos quais cada ser caminha. Não têm a pretensão de desnudar vidas, mas expor lindamente suas incompletudes, pois não é entre os estilhaços, retalhos e sendas que se caminha?!

     

    R$36,00
  • Pirotecnia

    Lucas Rodrigues escreve o futuro presente, antecipando novas formas. Cínico, clínico, mínimo. Olhar de jornalista no conto e de contista na crônica. Tudo junto e misturado. Sem regras, sem vergonha, imoral, anormal, antinômico, quase manicomial. Leia o deboche, sem retoque. Diamante que se passa por zircônia. Que malandro! Este autor já chega metendo o pé na porta. Se não ‘causasse’, não seria Lucas Rodrigues.

    R$30,00
  • Tudo o que não foi

    Esse livro, que reúne uma coletânea de textos emocionantes e sensíveis de jovens e experientes escritores é de enorme importância, pois talvez seja na literatura, na ficção, na dramaturgia, que as pessoas consigam enxergar e perceber o que apenas a razão não tem sido capaz de fazer: o quanto a vida do outro é muito mais importante do que qualquer gole
    de imprudência e irresponsabilidade.

    Sobre o movimento “Não Foi Acidente”

    O início
    A ânsia por justiça foi a maior motivação de Rafael Baltresca, Nilton Gurman e amigos a criarem o movimento Não Foi Acidente.
    Rafael perdeu sua mãe e irmã no dia 17 de setembro de 2011 e Nilton deu adeus a seu sobrinho Vitor alguns dias após seu atropelamento em 23 de julho do mesmo ano.
    A exposição midiática desses casos somada à tristeza e apelo por justiça de inúmeras famílias foi um grande impulso à criação do movimento.
    O movimento vem empreendendo, ao longo dos anos, debates, ações de conscientização e suporte a todos os movimentos de cidadania no trânsito.
    Em 2014, o movimento Não Foi Acidente caminha na estruturação de uma ONG para poder continuar lutando por esta causa com mais força.

    O que querem?
    Mudar as leis de trânsito brasileiras, as quais têm tantas brechas e são tão permissivas. O movimento Não Foi Acidente lutará sempre por mais educação no trânsito; pela memória dos que já se foram e pela vida dos que ficaram.

    Autores
    Ana Miranda
    Bernardo Ajzenberg
    Bernardo Kucinski
    Bobby Baq
    Caco Ishak
    Carlos Eduardo de Magalhães
    Deborah Kietzmann Goldemberg (org.)
    Douglas Diegues
    Ignácio de Loyola Brandão
    Ítalo Ogliari
    Luiz Roberto Guedes
    Marcelino Freire
    Paula Fábrio
    Rubiane Maia
    Wellington de Melo

    R$25,00